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VIA DUTRA - Cobrança que começa no dia 24 fará viagem ao Rio custar R$ 14,50; e motociclistas já ameaçam fazer manifestações contra a medida

Moto vai pagar pedágio
Artur Guimarães
artur.guimaraes@grupoestado.com.br

A concessionária NovaDutra, administradora da principal ligação entre São Paulo e Rio de Janeiro, anunciou ontem que voltará a cobrar pedágio de motocicletas no próximo dia 24. Em cada uma das cinco praças por sentido nos seus 402 quilômetros, o valor representará a metade da tarifa paga pelos automóveis. Não haverá cabines exclusivas, apenas preferenciais.

A medida, estopim de uma revolta instantânea das entidades que representam os motoristas de duas rodas, fará com que a viagem de moto da Capital paulista à cidade maravilhosa custe R$ 14,50 – fora o combustível. Em nota oficial, a NovaDutra justificou a novidade alegando que o número de motocicletas que circulam por seu pavimento aumentou nos últimos anos, “ampliando a participação destes veículos e acidentes e ocorrências” e aumentando “o volume de atendimentos do SOS Usuário”.

Segundo a empresa, em 1997, apenas 8 mil motos trafegavam por dia na estrada. Atualmente, esse número saltou para 30 mil. A presença mais marcante dos motociclistas teria engordado as estatísticas de atendimento para as duas rodas. Hoje, somam 2,7% das cerca de 620 ocorrências diárias.

Responsável pela rodovia desde 1996, o grupo cobrou pedágio de motos até 1997, mas suspendeu o pagamento desde então, “por uma liberalidade da empresa”.

Para Aldemir Martins, presidente do Sindimoto, entidade que congrega os motoboys da Capital, critica a cobrança e promete organizar uma manifestação se a idéia for implementada. “Mandamos hoje (ontem ) um ofício para o presidente da NovaDutra, pedindo uma audiência”, afirma. “Queremos vetar esse pedágio. Quero ver se eles vão gostar de um ato bem no dia primeiro de maio, parando a rodovia”, diz:
"Aldemir conhecido como Alemão, conta que o motofrete para cidades como Arujá e Jacareí seria prejudicado. “Deveriam nos agradecer. Moto não faz trânsito”." Reinaldo de Carvalho, presidente da Federação dos Motoclubes de São Paulo, já juntou 16 mil assinaturas contra a cobrança. “Pelas estatísticas, nossa representatividade não justifica metade do valor do carro”.

Ele também pediu uma reunião com os responsáveis pela NovaDutra. “Queremos discutir ponto a ponto.Sem cabine exclusiva, por exemplo teremos que entrar em trechos cheio de óleo dos carros”, diz:
"Apesar da polêmica, a moda não deve se generalizar. As demais rodovias federais não tem pedágios e, nas estaduais, um decreto proíbe a cobrança para as motos."



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