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Motociclistas agora terão de pagar pedágio na Dutra

Cobrança começa no próximo dia 24, após quase 10 anos de isenção pra as motos

Folha de São Paulo – 11/04/07
Caderno Cotidiano – Página C6
ALENCAR IZIDORO
DA REPORTAGEM LOCAL

A concessionária que administra a rodovia Presidente Dutra, principal ligação do eixo São Paulo-Rio de Janeiro, voltará a cobrar tarifa de pedágio das motocicletas a partir do próximo dia 24, terça-feira.

A medida será adotada depois de quase dez anos de isenção da cobrança a esses veículos na Dutra, estrada federal sob concessão desde 1996. Nas rodovias estaduais paulistas – como no sistema Anchieta-Imigrantes – as motos também passam hoje de graça pelos pedágios.

O contrato da União com a NovaDutra permite que as motos sejam tarifadas. A concessionária diz que revogou a isenção devido ao tráfego crescente desses veículos, elevando os atendimentos por panes e acidentes – estima-se que 30 mil motos circulem pela rodovia por dia, 4% do total, contra cerca de 8.000/dia há dez anos.

O valor do pedágio das motos será, em geral (há alguns arredondamentos), metade do que é cobrado para os veículos de passeio, variando de R$ 1,60 a R$ 3,70, dependendo da praça. Haverá cabines preferenciais para esse tipo de veículo.

A categoria já promete reagir contra a decisão da NovaDutra. O presidente do sindicato dos trabalhadores motociclistas de São Paulo, Aldemir Martins, pediu ontem uma audiência com a direção da empresa, ameaça ir à Justiça e já agendou protesto na estrada para 1º de maio caso a cobrança não seja revertida. “A moto não dá prejuízo no desgaste da estrada, e nunca houve melhorias nas rodovias voltadas para as motos”, diz.

No resto do Brasil, a política de cobrança desses usuários é variada. A ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias) diz que, com a mudança na Dutra, só um dos seis contratos de concessão federal – no Rio Grande do Sul – seguirá sem taxação das motos.

Se em São Paulo esses veículos estão isentos em todas as estradas, no Paraná a cobrança ocorre também nas estaduais.

A ABCR diz que, de 2000 a 2004, a quantidade de motos computadas em rodovias sob concessão pelo país inteiro saltou de 4,4 milhões/ano para 13,4 milhões/ano, mais de 200% - contra a alta de 44% na média de todos os veículos. Em São Paulo, as concessionárias das rodovias estaduais pressionam há mais de três anos para cobrar pedágio das motos – prática vetada pelos contratos que estão em vigor.

Alegam que, além do volume crescente, esses veículos têm agravado os riscos à segurança viária – os acidentes com mortos aumentaram 218% desde 2000, atingindo a média de 14 casos por dia no ano passado.

Na gestão Geraldo Alckmin (PSDB), a Artesp (agência que regula as concessões de rodovias) chegou a analisar a possibilidade de cobrança de motos, mas a idéia acabou descartada.

Colaborou DANIELA TÓFOLI
da Reportagem Local


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